Polícia Civil do DF desarticula grupo envolvido em esquema de jogos ilegais chefiado por Cachoeira


Polícia Civil do DF desarticula grupo envolvido em esquema de jogos ilegais chefiado por Cachoeira
Polícia Civil do DF 

A Polícia Civil desarticulou hoje (24) um grupo que explorava cassinos no Distrito Federal. Foram presas três pessoas acusadas de envolvimento no esquema comandado pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso desde o final de fevereiro, em Brasília. Segundo a Polícia Civil, a investigação identificou que o esquema “migrou” de Goiás para o DF e, mesmo preso, Cachoeira chefiava o grupo.

As prisões de Raimundo Washington de Sousa Queiroga, Otoni Olímpio Júnior e Bruno Gleidson Soares Barbosa ocorreram nas primeiras horas de hoje, na Operação Jackpot. Queiroga e Olímpio Júnior já haviam sido presos durante a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, por integrarem a organização criminosa chefiada por Cachoeira. Contudo, foram soltos depois de receberem habeas corpus da Justiça.

Segundo o delegado-chefe da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco), Henry Lopes, depois da Operação Monte Carlo, o esquema criminoso “migrou” de cidades goianas do Entorno de Brasília para o Distrito Federal. Na operação de hoje, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Sobradinho, na Ceilândia, na Asa Norte, na Asa Sul, no Jardim Botânico, no Gama e no Lago Norte. 

Foram apreendidos um cofre, R$ 8,9 mil em espécie, e vários cheques na casa de Raimundo Washington.
“Acreditamos que, com essa operação, o grupo criminoso foi desbaratado por completo no Distrito Federal. É preciso que essas pessoas continuem presas para que não possam voltar a atividade criminosa”, disse o delegado. Ele informou que a polícia pediu também a prisão de José Olímpio Queiroga, mas o pedido foi recusado pela Justiça. Para Henry Lopes, a prisão dele é essencial para desarticular a quadrilha.
Os presos são acusados de formação de quadrilha, crime contra economia popular e exploração de jogos, que é uma contravenção. Eles ainda podem responder por lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar cinco anos de prisão.

O diretor-geral da Polícia Civil do DF, delegado Jorge Xavier, informou que os dados serão repassados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do Cachoeira. Ele se disse surpreso com o nível de ousadia da organização. “É uma coisa absurda. A CPI vai receber esse material e espero que seja decretada a prisão preventiva deles ou o Estado Brasileiro pode fechar as portas. É uma ousadia o grupo se instalar na capital da República, ao lado do Legislativo brasileiro”, frisou Xavier.

“O Estado precisa abrir os olhos e combater com energia esse tipo de organização e evitar a impunidade. Não se trata de meia dúzia de exploradores de jogatina, mas de uma gente ousada que enfrenta o Estado brasileiro”, ressaltou o diretor-geral da Polícia Civil do DF.
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