Compra do primeiro satélite geoestacionário brasileiro começa até outubro



Compra do primeiro satélite geoestacionário brasileiro
O processo de compra do primeiro satélite geoestacionário brasileiro deve começar até outubro deste ano, informou nesta quinta-feira o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão. A meta é que o equipamento entre em órbita até dezembro de 2014, prazo estabelecido em acordos internacionais.
Também presidente do Comitê Diretor do projeto, Martinhão reconheceu que colocar o satélite em órbita em dois anos ‘’não será fácil’’. Entre os desafios, ele cita a contração dos fabricantes. De acordo com o secretário, isso será feito ‘’por um processo que leve em conta as especialidades técnicas determinadas em um termo de referência’’, excluindo a licitação.

‘’A partir de termo, para atender a demandas do setor de telecomunicação, do Plano Nacional de Banda Larga, e defesa nacional, será contratada a empresa para a construção do satélite’’, declarou, durante o Congresso Latino-Americano de Satélite, realizado no Rio até sexta-feira. O custo estimado incluindo o lançamento é R$ 720 milhões.

Responsável pelas escolhas técnicas, o representante da Telebrás, Sebastiao Neto, adiantou que o equipamento pesará até 6 toneladas e terá capacidade entre 50 e 60 gigabytes por segundo, acima da demanda atual de 35 GBPS. Com isso, segundo ele, atenderá às necessidades do país nos próximos dez anos.

De acordo com o presidente do comitê, o satélite geoestacionário é fundamental para atender a cerca de 1 mil municípios que ainda não têm banda larga por questões geográfica, além de suporta a troca de dados da administração pública. Atualmente, para suprir a demanda pública, o país contrata a tecnologia de satélites privados.

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